Imagem capa - Meu filho ainda não fala: o que fazer? por Patrícia Oguma
PAPO DE MÃE

Meu filho ainda não fala: o que fazer?

É fato que cada criança tem um tempo específico para se desenvolver e com a fala não é diferente. No entanto, é importante ficar atento aos comportamentos vocais do bebê e os comportamentos de linguagem da criança.

A primeira forma de linguagem da criança é o choro. A família, com o tempo, passa a reconhecer cada um deles, choro de fome, dor ou sono.

O desenvolvimento da fala do bebê depende da associação de vários fatores. A integridade orgânica e as condições biológicas são importantes para que as crianças falem. Mas, elas não são as únicas. As influências sociais, psicológicas e afetivas fazem muita diferença durante o processo de aquisição da linguagem.

Além dos sistemas neurológico, auditivo e motor, o psicológico também tem influência positiva no desenvolvimento dessa linguagem. Por isso, atenção, afeto e carinho fazem muita diferença na comunicação. Se todos esses sistemas estão preservados, o desenvolvimento da fala se dá normalmente através de modelos auditivos e de um meio ambiente estimulador.

Conversar, ensinar o nome dos alimentos e as partes do corpo, cantar durante o banho, ler livros e mostrar figuras, usando linguagem simples são as melhores maneiras de estimular a fala da criança.

O que é esperado em cada faixa etária? Dos 4 aos 6 meses os bebês emitem sons guturais (grrrr); dos 6 aos 8 meses, começam a balbuciar (baba, gugu, dada); a partir dos 12 meses emitem palavras simples; entre 12 e 20 meses falam palavras simples e conhecem seus significados; e a partir dos 24 meses já conhecem muitas palavras e formulam frases simples. Aos 5 anos espera-se que a criança se comunique como o adulto.

Se o bebê ou a criança está com o desenvolvimento muito distinto do esperado, o ideal é procurar um profissional para que seja feita uma avaliação. Após essa avaliação é possível dar orientações pertinentes para que a família supere o problema da melhor maneira possível.

Daniela M. G. Marcorin

Fonoaudióloga – CRFa11982